Regressa assim à Casa Branca, onde esteve por cinco anos como fotógrafo oficial, durante o segundo mandato do republicano Ronald Reagan. Pete Souza confirmou à revista da Associação ter aceite o convite para o cargo de fotógrafo oficial da Casa Branca, que lhe foi endereçado por Robert Gibbs, porta-voz e futuro secretário de imprensa de Barack Obama.
Souza afirmou que aceitou o convite com a condição de que a sua função primordial ser a de documentar a presidência de Barack Obama “para a História”. Já Robert Gibbs, em declarações ao Chicago Tribune, elogiou o fotojornalista, considerando-o “uma excelente pessoa e um fotógrafo maravilhoso”. “A Casa Branca tem sorte em tê-lo de volta”, sublinhou ainda.
Pete de Souza conheceu Barack Obama em Janeiro de 2005, no primeiro dia de trabalho do recém-eleito senador democrata por Ilinóis. O luso-descendente trabalhava para o Chicago Tribune e foi destacado para documentar o primeiro ano de Obama no Senado americano. Acabou por acompanhar o senador nas viagens que este realizou a sete países, incluindo o Quénia (país de origem do pai de Obama), a África do Sul e a Rússia.
As fotografias foram compilados num livro que Pete Souza publicou em Julho do ano passado, com o título «The Rise of Barack Obama» («A Ascenção de Barack Obama»), que integrou a lista de «best-sellers» do New York Times e se tornou num êxito de vendas nos Estados Unidos.
Mas este não foi o primeiro livro lançado pelo luso-descendente. O resultado da sua experiência anterior na Casa Branca foi reunida em dois livros: «Unguarded Moments: Behind-the-scenes Photographs of President Reagan» («Momentos não guardados: Fotografias de astidores do presidente Reagan»), publicado em 1992 e «Images of Greatness: An Intimate Look at the Presidency of Ronald Reagan» («Imagens de grandeza: Um olhar íntimo sobre a presidência de Ronald Reagan»), de 2004.
Professor assistente na Universidade de Ohio, Souza tem trabalhos publicados nas revistas National Geographic, Fortune e Newsweek. O luso-descendente foi também um dos primeiros a fazer a cobertura fotográfica da guerra no Afeganistão, para onde viajou poucas semanas após o 11 de Setembro.
Souza tem como principais referências mestres como Sebastião Salgado e o mítico Henri Cartier-Bresson, considerado o pai do foto-jornalismo, daí que prefira sempre ter um papel de «documentalista» da História.
No ano passado, por altura do lançamento do livro sobre Barack Obrama, em entrevista à Agência Lusa, Pete Souza previu que este chegaria à Casa Branca e admitiu que gostaria de ser seu fotógrafo oficial. “Depois de alguns meses a documentar o senador Obama, tornou-se claro que tinha os atributos necessários a um futuro Presidente dos Estados Unidos”, disse à Lusa, destacando a sua “notável” história de vida, os dotes de “poderoso” orador e a forma como se relaciona com as pessoas e como estas lhe respondem. Questionado sobre se gostaria de regressar à Casa Branca como fotógrafo oficial, o luso-descendente admitiu que não lhe desagradaria.
No dia 14 de Janeiro, o gabinete de transição de Obama divulgou o primeiro trabalho de Pete Souza como fotógrafo da Casa Branca: a fotografia oficial do 44º presidente dos Estados Unidos da América.

As diferenças políticas entre os dois presidentes, Obama e Reagan, são demasiado evidentes, mas Pete Souza, que tantos acontecimentos públicos e privados testemunhou, não revela as suas preferências. Entrevistado pela Agência Lusa semanas antes de ser nomeado, não obstante os enormes elogios ao carácter de Obama, recusou sempre revelar qual tinha sido seu sentido de voto.

Souza tem como principais referências mestres como Sebastião Salgado e o mítico Henri Cartier-Bresson, considerado o pai do foto-jornalismo, portanto não admira que prefira salientar sempre o seu papel como um «documentalista» da História. Mesmo quando confessa a sua enorme admiração pelo músico Bruce Springsteen, diz que só o gostaria de fotografar de «forma documental».

As suas origens açoreanas e portuguesas foram faladas nessa mesma entrevista à Agência Lusa, quando revelou o desejo de um dia regressar aos Açores e registar em imagens a vida no arquipélago.
«Em 1988, acompanhei o meu tio numa visita à ilha onde nasceram os meus avós. É um lugar maravilhoso. Espero regressar. Em Portugal Continental estive uma vez com o Presidente Reagan nos anos 80. Nessa altura os meus colegas na Casa Branca diziam-me que toda a gente se parecia comigo».

Nesta foto feita com a Canon EOS 5D Mark II usou as seguinte opções:

Sem slash , lente 105 mm, 1/125 exp, f10, ISO100

Premiado Diretor de Fotografia e filmmaker que vive em Bauru, São Paulo Estudou cinema na New York Film Academy; AIC Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Fez Direção de Fotografia de diversos Longas Metragens e Documentários que foram exibidos na TV e participaram em festivais nacionais como Festival de Brasilia, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Gramado, É tudo Verdade e festivais internacionais como: Festival Internacional Fronteiras, Festival de Cinema Los Angeles, Festival Internacional Del Nuevo Cine Latino-Americano Havana/Cuba, Cineteca Nacional do México, Festival FILMAR (Genebra/ Suíça ), Festin em Lisboa/Portugal. Destaque para o filme "Fome" que entrou em cartaz em 2016 em 10 cidades em 7 estados.

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