Semana ABC 2012

Desde 2003, a Semana ABC de Cinematografia reúne personalidades das diversas áreas da cinematografia, do Brasil e do exterior, em conferências, painéis e debates. Após a Semana, toda a programação é disponibilizada em streaming aqui no site. O grande momento do evento é a entrega do Prêmio ABC de Cinematografia, outorgado pelos associados para as categorias (Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem e Melhor Som).

A Semana ABC 2012 acontece de 09 a 11 de maio, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A programação deste ano conta com uma exposição de equipamentos e serviços, para o audiovisual, que acontece no foyer da sala BNDES e na área externa da Cinemateca das 8h30 às 20h. Expositores:  Barcelona Filmes, Câmera 2, Casablanca/Teleimage, Cinecolor Digital, Cinepro/Dot, Electrica, Locall, Panasonic, Quanta Post, Solar Luzes Especiais, Sony e White Gorilla.

A Semana ABC é aberta ao público com entrada franca. Serão distribuidas senhas a partir das 8h:30, para as mesas do período da manhã, e das 13h, para as do período da tarde.

PROGRAMAÇÃO SEMANA ABC 2012

09 de maio, quarta-feira 

9h30 – Mesa 1: Workflow  Digital  I
Soluções criativas para o set de filmagem.
Monitoração e direcionamento de cor no set.

Mediador: Marco Oliveira (colorista)

Palestrantes: Daniel Rezende (diretor), Marcos Jorge (diretor), Paulo Barcellos (representante White Gorilla), Ricardo Della Rosa (diretor de fotografia)

11h15 – Mesa 2: Workflow  Digital  II
Captação | “Revelação” e pós-produção da imagem digital. Perdas e ganhos nos diferentes fluxos de trabalho.
É possível manter o controle da imagem criada pelo diretor de fotografia?

Mediador: Marcelo Trotta (diretor de fotografia)

Palestrantes: Adrian Teijido (diretor de fotografia), Carlos Vecchi (supervisor de pós –produção da O2 Filmes), José Augusto De Blasiis (coordenador de operações do CasablancaLab e do curso de Cinema Digital da Universidade Metodista de São Paulo)

Intervalo: das 13h às 14h

14h30 – Mesa 3: A ABC como ponto de encontro da comunidade
O olhar de produtores, diretores, fornecedores e técnicos sobre as transformações em curso nos modelos de produção tradicionais. Novas tecnologias correspondem a novos métodos?

Mediador: Lauro Escorel (diretor de fotografia)

Palestrantes: André Sturm (representante do SICESP- Sindicato da Industria Audiovisual do Estado de São Paulo), Fabiano Gullane ( Produtor executivo da Gullane), João Daniel Tikhomiroff (diretor e presidente da Mixer), Paulo Roberto Schmidt (produtor), Paulo Ribeiro (representante Abele – Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Equipamentos e Serviços Audiovisuais),

17h00 – Mesa 4: Apresentação da nova câmera Alexa Studio
Apresentação da nova Câmera Alexa Studio e suas recomendações de workflows, feita pelo representante da Arri, Mario Jannini.

19h30 – Coquetel de abertura oferecido pela ABC e ARRI
10 de maio, quinta-feira

9h30 – Mesa 5: Novas perspectivas no ensino de cinematografia na era digital
Discussão, entre representantes das instituições de ensino, sobre as novas abordagens e os desafios no ensino de cinematografia na era digital.

Mediador: Ninho Moraes (Cásper Libero)

Palestrantes: André Moncaio (AIC), Cleber Eduardo Miranda dos Santos (SENAC), Fernando Scavone (ECA-USP), José Augusto De Blasiis (Metodista), Nina Tedesco (UFF)
11h15 – Mesa 6: A cor na Tela
Um encontro interdisciplinar e investigativo sobre o uso da cor na arte em geral e na direção de arte em particular. Sua potencialidade expressiva na criação do jogo cênico, seu papel na composição do universo visual de um filme, na caracterização e evolução dos personagens e sua função específica dentro da narrativa.

Mediadora: Vera Hamburger (diretora de arte)

Palestrantes: Tulé Peake (diretor de arte), Walter Carvalho (diretor e diretor de fotografia) e Marco Giannotti (artista plástico)

Coordenação: Ana Mara Abreu, Cassio Amarante, Clo Azevedo, Isabelle Bittencourt, Marcos Carvalheiro, Vera Hamburger

Intervalo: das 13h às 14h

14h30 – Mesa 7: Convidado Internacional: Marcelo Pont
Um dos mais importantes Diretores de Arte do cinema argentino (“O Segredo de Seus Olhos” (2009)de Juan José Campanella, entre outros) compartilha suas experiências profissionais. O objetivo é promover uma reflexão sobre as nossas diferenças e semelhanças dentro da perspectiva de um mercado panamericano de cinema, que nos aproxima e nos une.

Participação: Cassio Amarante (diretor de arte) e Adrian Teijido (diretor de fotografia)

17h00 – Mesa 8: Apresentação da nova câmera F65
Apresentação, por representante da Sony, da sua nova Câmera F65, com projeção em 4K do Demo Reel, e suas recomendações de workflows
11 de maio, sexta-feira 

9h30 – Mesa 9: O som no cinema contemporâneo: conceitos e novas tecnologias
A opção estética de um filme influência diretamente as escolhas técnicas e o fluxo de trabalho com o som. Discutir o uso do som no cinema contemporâneo é refletir sobre a importância de se pensar a sonoridade de um filme durante todo o processo criativo, isto é, desde o roteiro. Em última instância, é também analisar a contribuição das novas tecnologias para o processo criativo.

Participação do convidado internacional: Guido Berenblum.
Técnico de som direto e editor de som cinematográfico. Natural da Argentina, é diretor de som de filmes como “A Menina Santa” (2004) e “A Mulher Sem Cabeça” (2008), todos de Lucrecia Martel; “Café dos Maestros” (2008) de Miguel Kohan; “Hamaca Paraguaya” (2006) de Paz Encina; “Los Guantes Magicos” (2003) de Martin Rejtman; “Garage Olimpo” (1998) de Marco Bechis, entre muitos outros. Também ministra a oficina “Edição de Som em Formato 5.1” na Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños (EICTV) desde 2010.

Mediador: Bernardo Marquez (editor de som, técnico de som direto, microfonista e realizador do sitewww.artesaosdosom.org)
Palestrantes: Eduardo Santos Mendes (sound designer e professor de som da ECA/USP e Tide Borges (técnica de som e professora da disciplina “Direção de Som” na FAAP).

11h15 – Mesa 10: Futuro do Audiovisual
Paradigmas técnicos, artísticos e de negócio na indústria do audiovisual.

Mediador: Carlos Ebert (diretor de fotografia)

Palestrantes: Artur Matuck (pesquisador e artista plástico), Fábio Lima (Diretor fundador da MOBZ), Guido Lemos (professor da UFPB e pesquisador do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID), Stuart Bowling (representante da Dolby).

Intervalo: das 13h às 14h

14h30 – Mesa 11: Workflow Digital III
Parte 1 – Perdas e ganhos dos diferentes fluxos de trabalho.
Masterização | DCPs | Diferentes modos de distribuição e Projeção da Imagem e do Som.

Mediador: José Francisco Neto (representante Cinepro/Dot)

Palestrantes: Adhemar Oliveira (exibidor e fundador do Espaço Itaú de Cinema), Jorge Peregrino (distribuidor), Luiz Adelmo (sound designer, editor de som e mixador), David Trejo (representante da Cinecolor), Hugo Gurgel (representante da Quanta Post) e Marcelo Siqueira (especialista em pós-produção).

Intervalo

Parte 2 – As futuras tendências do Cinema Mundial:
* Um panorama da entrada do Cinema Digital e 3D no mundo.
* O papel das normas (SMPTE) e especificações (DCI).
* Os princípios básicos do pacote de cinema digital (DCP), e porque isso torna possíveis novos formatos no cinema.
* O futuro: novos formatos de som e de imagens

Apresentação feita pelo convidado internacional Michael Karagosian, presidente da MKPE Consulting LLC, empresa de consultoria, baseada em Los Angeles, para desenvolvimento de negócios em cinema digital. Ele vem trabalhando há 30 anos na indústria cinematográfica, e nos últimos 12 anos na implantação do cinema digital, dando consultoria para fabricantes, desenvolvedores de software, integradores de sistemas, empresas de telecomunicações, organizações governamentais e organizações comerciais. As atividades recentes de Michael incluem a negociação de acordos de implantação do cinema digital nas Filipinas e Irlanda. Foi também assessor do UK Film Council para a Digital Screen Network e membro do conselho de administração da In-Three, a primeira empresa de conversão de cinema 2-D para 3-D. No final dos anos 1970 e início dos anos 1980, Michael liderou o desenvolvimento de produtos dos laboratórios Dolby, onde foi responsável pela stereo surround para filmes de 70 milímetros e do primeiro processador de som THX. Ele presidiu vários comitês para padronização do cinema digital na Society of Motion Pictures and Television Engineers (SMPTE), incluindo o desenvolvimento do Pacote de Cinema Digital (DCP) e DCI. Recentemente ele recebeu o título de Membro Honorário do SMPTE, e atualmente preside o SMPTE TC-21DC Higher Frame Rate Study Group.