Um artista gráfico criativo com a necessidade de fazer o bem e curar a dor da perda de seu amigo cão. Foi nesse momento de vida que Christopher Guinness, diretor de arte ganhador de diversos prêmios de publicidade, criou o curta-metragem Pothound para a Sociedade de Prevenção da Crueldade contra os Animais de Trinidade e Tobago (SPCATT), seu país de origem.

Fazer um filme sobre cães, segundo Guinness, era uma vontade antiga que ficou em segundo plano durante muito tempo por causa de seus trabalhos em agências de propaganda. Porém, quando seu cachorro Bell morreu, ele achou que era o momento de colocar o projeto em prática. Pothound teve um processo longo de elaboração e “amenizou a dor pela perda de Bell”, disse ele.


Quando o roteiro do filme foi finalizado, Guinness procurou a SPCATT para apresentar o conceito. A Sociedade, cujo lema é “Patas são a nossa causa”, topou quase de imediato. “Queríamos que o filme não só tivesse uma mensagem boa, mas que levasse a algum lugar”, explicou o diretor.

Pothound foi produzido em parceria com a esposa de Guinness, Leizelle, que é ativista das causas animais, e é protagonizado pela cadelinha do casal, Bubbercin, sem raça definida. O objetivo era desmitificar os cães vira-latas que vivem nas ruas que, na maioria das vezes, são associados a problemas no mundo urbano. Durante os quase 10 minutos de filme ela passa por diversas situações em que é mal interpretada. “Eu queria que o público pudesse se identificar com o estigma injusto destes cães”, explicou.

As cenas de animação presentes no curta-metragem não estavam previstas. A intenção era que Bubbercin interpretasse cenas de ação, mas, de acordo com criador, ela é um cão tão bom que foi quase impossível fazê-la agir com a mentalidade de um cão de ataque. A solução, então, foi Guinness voltar às origens de animador e criar a sequencia de uma batalha em desenho.

O filme teve uma repercussão que impressionou o próprio diretor e foi indicado ao Prêmio Vimeo de Cinema deste ano, em Nova York, na categoria de melhor narrativa. Para Guinness, a beleza da execução desse projeto foram os pequenos momentos em que a cadelinha superou suas expectativas. “Eu escrevi o roteiro pensando em Bubbercin. Ela tem os olhos mais emotivos que conheço e seus olhares são capazes de derreter corações”, confidenciou o dono apaixonado. Alguém duvida disso?

Fonte:nossolatido
Câmeras: GoPro e 7D
Lentes: 16-35mm e 50mm
Acessórios: Monopé para a GoPro e slider
Equipe: 2 pessoas ( Christopher e esposa)

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