No ranking dos 10 programas mais vistos por mulheres na TV paga, a série Lili, a Ex, produzida pela O2 para o GNT na sua primeira temporada alcançou o segundo lugar na audiência.
(Veja no final o video de bastidores e entrevistas com os diretores )

A Blackmagic Pocket Cinema Camera Chega ao Horário Nobre em “Lili, a Ex”, da TV Globo
O2 Filmes, Paulo Barcellos, Diretor do Departamento de Pós-produção da O2

É bem provável que a maioria dos telespectadores do Brasil tenham assistido a algum trabalho da O2 Filmes. Com mais de 2.000 comerciais, além de longas-metragens e séries de TV com o seu nome, a O2 é considerada a maior produtora da América Latina. Sediada em São Paulo e com uma filial no Rio de Janeiro, a O2 é liderada pelos aclamados diretores Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, “O Jardineiro Fiel”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “360”) e Paulo Morelli (“Entre Nós” e “Cidade dos Homens”), juntamente com a produtora Andrea Barata Ribeiro (“Cidade de Deus”, “Ensaio Sobre a Cegueira” e “Cidade dos Homens”).

A O2 Filmes produz programas para as redes Discovery Channel (“Trabalho Duro”), HBO (“Filhos do Carnaval”) e Fox (“Contos do Edgar”) e, com a nova lei brasileira que exige que o horário nobre de todos os canais de TV por assinatura tenham conteúdo nacional, a carga de trabalho da empresa está aumentando continuamente. Emissoras como a TV Globo, para a qual a O2 já produz conteúdo, já estão se adequando a essa nova lei. A produção de conteúdo nacional está em constante crescimento.
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“A TV Globo nos contratou para produzir e entregar um novo programa para o seu canal por assinatura GNT, tendo em conta a nova lei, implementada a cerca de um ano atrás”, comenta Paulo Barcellos, diretor do departamento de pós-produção da O2. O programa “Lili, a Ex” baseia-se nas populares tiras de quadrinhos de Caco Galhardo, contando a história de Lili, cujo propósito na vida é o de atormentar seu ex-marido Reginaldo. Tendo um cronograma apertado e elevadas expectativas para atender, a O2 contou com a Blackmagic Pocket Cinema Camera para atender às rigorosas demandas do horário nobre da televisão.

A Blackmagic Pocket Cinema Camera Ganha a Liderança como Câmera Principal
Apesar da Blackmagic Pocket Cinema Camera já ter sido usada em trabalhos para televisão e cinema, ela ainda é uma câmera nova para muitos diretores de fotografia. Mas isso não impediu Paulo e a equipe de produção da O2. Aliás, eles utilizaram três Blackmagic Pocket Cinema Cameras para capturar as palhaçadas da Lili e sua mixórdia de amigos e parentes.

“Uma das principais razões para optarmos pela Blackmagic Pocket Cinema Camera foi o seu tamanho e sua capacidade de filmar no formato CinemaDNG RAW”, diz Paulo. “Em primeiro lugar, a câmera que íamos utilizar originalmente era muito pesada para as filmagens de mão que planejamos. Tínhamos muitos planos curtos para trabalhar e precisávamos conseguir movimentos rápidos da câmera. Aliado ao fato que precisávamos capturar uma aparência de Super 16, a Pocket Cinema Camera foi a única que se encaixou no perfil”.

Eles ficaram agradavelmente surpresos com as habilidades da câmera, menciona Paulo, dizendo, “Começamos a testar a Pocket Cinema Camera e os resultados foram ótimos. Dissemos: ‘Porque não utilizar apenas a Pocket Cinema Camera? O que nos impede de fazer isso?’ Ela oferece muito mais do que os cerca de $995 que custa.”

Para a O2, utilizar a Blackmagic Pocket Cinema Camera foi uma escolha natural. Ela se encaixa perfeitamente em seu fluxo de trabalho, permitindo gravar em CinemaDNG RAW e capturar a aparência do Super 16 desejada para o programa, e tudo em um mesmo equipamento. Isso deu ao programa “Lili, a Ex” um visual cinematográfico similar ao da película e ao mesmo tempo atrelado à modernidade das ferramentas digitais. O que também facilitou muito o processo foi que os clipes automaticamente continham todos os metadados atrelados aos arquivos, o que simplificou o processo de finalização para a equipe de pós-produção da O2.
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Câmera Pequena, Acessórios Grandes
Ao utilizar a Blackmagic Pocket Cinema Camera como câmera principal em um programa de TV pela primeira vez, Paulo e a equipe da O2 logo descobriram que a câmera era muito leve.

“Tivemos um problema inesperado e engraçado quando percebemos movimentos trêmulos na câmera. Descobrimos que a Pocket Cinema Camera era tão leve que a câmera tremia um pouco quando mudávamos o foco. Mas adaptamos. Simplesmente colocamos um pequeno lastro na câmera para compensar e torná-la mais estável. Não estávamos acostumados a ter problemas desse tipo no set porque a maioria das câmeras são muito pesadas”.

Apesar de sua faixa de preço acessível, a O2 tratou a Blackmagic Cinema Camera como se custasse US$ 50.000. A câmera foi completamente customizada com lentes grandes, visores e telas adicionais. “Basicamente, substituímos o corpo da câmera original pela Pocket Cinema Camera. Você nem consegue ver a câmera no equipamento!”, brinca Paulo.

A produção utilizou lentes de 16mm e lentes de zoom da Zeiss, além do equipamento M?VI da Freefly Systems e dollies para obter o visual desejado para “Lili, a Ex”. “Com os acessórios certos e suporte para lentes micro quatro terços, a Blackmagic Pocket Cinema Camera superou nossas expectativas.”

Produção na Velocidade da Luz
Com apenas três semanas para editar e finalizar cada sequência da temporada de 13 episódios, certamente o tempo foi essencial para a O2 Filmes. A portabilidade da Blackmagic Pocket Cinema Camera, combinada ao fluxo de trabalho que ela possibilitava, foi crucial para a eficiência da O2.

“Com a Blackmagic Pocket Cinema Camera conseguimos filmar rapidamente em CinemaDNG RAW”, comenta Paulo. “O formato DNG está anos-luz à frente dos demais. Outras câmeras mais caras são comparáveis, mas podem ser extremamente lentas sem a compra de acessórios adicionais e caros. Filmar no formato CinemaDNG RAW foi absolutamente crucial para que pudéssemos lidar com o conteúdo chegando na pós-produção e completá-lo rapidamente”.

Além do mais, a O2 Filmes conseguiu filmar toda a série de TV e decodificá-la em tempo real utilizando o DaVinci Resolve no set, graças à empresa White Gorilla, laboratório digital de Paulo. Empregando os sistemas e softwares da White Gorilla, eles transferiram todo o conteúdo para o Resolve, de nodo a gerar os dailies em tempo real no set. Então, o conteúdo foi transcodificado para Avid MXF e o áudio sincronizado. Após, os arquivos foram enviados para o servidor principal da unidade de pós-produção da O2, onde editores Avid e coloristas DaVinci Resolve começaram a trabalhar imediatamente. Foi um fluxo de trabalho extremamente rápido e que atendia perfeitamente o cronograma apertado da O2.

Paulo comenta, “É realmente incrível. As pessoas não fazem idéia que utilizamos esta pequena câmera nesta grande produção e não tem absolutamente nada a ver com o orçamento. Você pode ver uma grande diferença entre o que foi filmado e o que conseguimos obter com a Pocket Cinema Camera. O antes e o depois é realmente impressionante. Esse é o futuro!”
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Muito Além da Gradação de Cores
Toda a produção de “Lili, a Ex”, do início ao fim, foi uma colaboração entre os serviços da O2 e seus parceiros. A divisão de pós-produção da O2 utilizou o DaVinci Resolve para todos os requisitos de gradação de cores e mais.

“Utilizamos o Resolve como principal ferramenta de correção de cor em 100% dos trabalhos da O2. Comerciais, séries de TV, longas-metragens, todos. E não utilizamos o Resolve apenas para correção de cor, mas para conformação, também”, disse Paulo sobre a paixão da O2 pelo DaVinci Resolve.

Para a sorte da O2, o Resolve 11 começou a ser distribuído bem quando “Lili, a Ex” entraria em pós-produção, permitindo incorporá-lo no fluxo de trabalho imediatamente. Paulo comentou: “Somos muito ousados aqui. Assim que foi liberado o beta público do DaVinci Resolve 11, da Blackmagic Design, começamos a utilizá-lo imediatamente, especialmente o recurso de compartilhamento de banco de dados. Ele permitiu que enviássemos os arquivos de gradação de cores do set, incluindo uma luz, para a pós-produção, para gradação de cores imediata e colaborativa”.

A O2 conta com uma instalação de correção de cor super avançada, equipada com vários DaVinci Resolves, incluindo o hardware de mesa de correção de cor. E tal como a Blackmagic Pocket Cinema Camera, Paulo adora o fato de poder trabalhar com os arquivos CinemaDNG RAW no DaVinci Resolve. “Utilizamos muitos dos recursos de rastreamento do Resolve. Uma cena em particular possui algo em torno de 12 nodes e adoramos poder trabalhar com nodes ilimitados em qualquer cena. Também utilizamos muitas máscaras, para que realmente possamos reformatar toda a aparência de uma cena, bem como a iluminação. Isso é muito importante”.

Criar um programa de televisão baseado em uma tira de quadrinhos pode ser particularmente desafiador, já que os produtores possuem uma audiência existente para satisfazer, bem como uma nova audiência em formação para conquistar. Independentemente dos desafios, a tira de quadrinhos deu aos coloristas da pós-produção da O2 uma ótima aparência como ponto de partida. Paulo comentou que as cores vibrantes do programa refletem suas origens nos quadrinhos de “Lili, a Ex”, observando, “como queríamos a aparência do Super 16mm, todos os detalhes foram criados com o DaVinci Resolve, contando muito com seu recurso de ‘Curvas’ para se obter as cores”. Graças ao suporte da Blackmagic para o formato RAW e o recurso de Power Windows do DaVinci Resolve, a equipe teve muito espaço para manipulação de cores, ajudando-a a obter a aparência desejada.

A pós-produção da O2 empregou todos os recursos do DaVinci Resolve para concluir os arquivos finais para transmissão. “Exportamos os arquivos ProRes pelo Resolve, para que todos os episódios fossem realmente concluídos no software. Na pós-produção da O2 utilizamos o Resolve de forma bastante excessiva”.

Ferramentas Que Você Não Precisa Lembrar
Como alguém que está sempre na vanguarda das tecnologias de filmagem e pós-produção, Paulo tem o prazer de ver a crescente disponibilidade de equipamentos que se encaixam perfeitamente no fluxo de trabalho da O2.

“Estamos chegando a um ponto onde o talento é crítico. Não apenas o talento atrás das câmeras, mas também na frente delas”, comenta Paulo. “Estamos fazendo essa grande série de TV, para esse grande canal por assinatura, pertencente a uma grande rede de televisão e estamos chegando a um ponto onde o equipamento é completamente transparente. É natural não termos mais que pensar sobre isso. Para nós, utilizar a Pocket Cinema Camera foi uma opção, não uma falta de opções. Também foi a melhor opção”.

Já para “Lili, a Ex”, Paulo espera que ela retorne com sua típica vingança. “A TV Globo está realmente satisfeita com os resultados que obtivemos. Acredito que seja um bom candidato para uma segunda temporada. É um daqueles programas que pegarão”.

O diretor geral da série, Luis Pinheiro aborda a fotografia da série no depoimento ao site.

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Premiado Diretor de Fotografia e filmmaker que vive em Bauru, São Paulo Estudou cinema na New York Film Academy; AIC Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Fez Direção de Fotografia de diversos Longas Metragens e Documentários que foram exibidos na TV e participaram em festivais nacionais como Festival de Brasilia, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival de Gramado, É tudo Verdade e festivais internacionais como: Festival Internacional Fronteiras, Festival de Cinema Los Angeles, Festival Internacional Del Nuevo Cine Latino-Americano Havana/Cuba, Cineteca Nacional do México, Festival FILMAR (Genebra/ Suíça ), Festin em Lisboa/Portugal. Destaque para o filme "Fome" que entrou em cartaz em 2016 em 10 cidades em 7 estados.