O Fotoviajante é um blog de viagem e fotografia, onde mensalmente será postado um novo episódio.
O local visitado neste episódio é Carajás no Pará, onde além de apresentar um trabalho corporativo feito em uma mina de cobre, para realizar imagens em uma mina de Cobre para um dos seus clientes (fabricante de explosivos), visitamos o Parque Zoobotânico e a região de Serra Pelada, onde existiu o maior garimpo a céu aberto do mundo.
Veja mais informações e fotografias no site http://www.fotoviajante.net/

Cameras: Canon 5D e Panasonic TS3 (que filma em FULL HD e tem lentes LEICA) “só é usada em momentos onde a operação da 5D é mais complicada, como num metrô, ônibus ou local mais perigoso, para não chamar a atenção).”
Lentes:
– Canon 50mm
– Canon 105mm macro
– Canon 24-85mm
– Canon17-40mm “L”
– Canon 100-400mm “L”


“Neste episódio eu fui até a região dos Carajás, no estado do Pará, para realizar imagens em uma mina de Cobre para um dos meus clientes (fabricante de explosivos). Lá, além de muito calor – e quando eu digo muito, eu quero dizer MUITO – enfrentei condições bem adversas para fotografar/filmar, como fumaça vinda das queimadas, poeira, tempo instável, alterações no cronograma da mina, etc. Portanto foi muito importante cuidar do equipamento, e de mim mesmo! Mas felizmente tudo deu certo, e o trabalho foi um sucesso! O meu e o do meu cliente, que realizou a detonação recorde da mina!

Conhecer este tipo de atividade é muito interessante pois, depois de “sentir na pele”, olhamos para nosso mundinho de forma muito diferente! Agora mesmo, você lendo isto… De onde veio o cobre presente em todo tipo de eletrônico na sua casa inclusive no seu computador? Assim como o leite não aparece magicamente numa caixinha, os metais imprescindíveis no nosso dia-a-dia não se materializam na loja, muito menos a energia para fazer isso tudo funcionar. Talvez você fique surpreso com o que veja, e espero que cause momentos de reflexão em muitas pessoas, já que vivemos numa sociedade de consumo e nossa, quanto consumo!

Mas não foi só o trabalho na mina que tornou esta viagem especial. Lá, aproveitei para visitar o Parque Zoobotânico, administrado pela Vale, onde pude ver de pertinho animais como araras, macacos e incríveis onças! Estas, ao contrário das que rondavam a mina (haviam cartazes explicando como reagir no caso de encontro com grandes felinos…) estavam em cativeiro, com muita comida e separadas por um grande poço, portanto minha lente 100-400mm foi muito útil novamente (nãoviajou pra lá só para fotografar a detonação).

No parque aproveitei para dar uma dica de fotografia muito legal para vocês! Você já foi ao zoológico e ficou “P” da vida com a grade? Pois agora você vai aprender a tirar essa maldita grade das suas fotos! Mágica do “Mr. M”??? Assista ao vídeo e descubra…paladino das lentes embaçadas!!

E outro momento especial neste episódio foi a visita ao garimpo de Serra Pelada! Após quase 30 anos do auge do seu processo maluco de extração, como vive aquela região? Tirei o pessoal da mina da folga, no Domingo, e viajamos mais de 200 Km até lá para mostrar para vocês!

Acredito que isso faça parte de uma das passagens da história recente do Brasil, que mostra que mesmo ofertando fortunas em ouro…a Serra Pelada continua miserável, e acreditem, ainda com muito ouro no seu subsolo!

E contrariando minhas eXpectativas (certo pessoal da Audi Center Curitiba?!) não é que encontramos garimpeiros na ativa por aqueles lados?! Conheci o Chico Osório e seu ajudante, o simpático Simião, que trabalham num túnel de 90m de profundidade, e segundo as estimativas como eu poderia dizer…um tanto quanto otimistas do Chico, eles estavam a 10m do “ouro forte” (apenas 100 toneladas).

Bom, e como eles estavam a 10m de 100 toneladas de ouro…”passa logo essa picareta sócio!”. E não é que rolou até uma conversa de sociedade??? Hahaha! Tenho até uma foto comprovando isso, com o amigo Paulo Sampaio e seus novos sócios. Eike Batista deve ter começado assim, mas meu fascínio pelo vil metal é inexistente. Me interessam mais as historinhas que existem na Serra Pelada, e não o ouro.

Mas se você não tiver assuntos indispensáveis a tratar na Serra Pelada, como buscar desesperadamente por ouro embaixo da terra…você poderá viver sem essa! Acredito que em um lugar cheio de picaretas (objeto e sujeitos) passar – desarmado – por ali é uma péssima idéia. Nada mais a declarar…

Aliás, alguém pode me explicar aqui por quê o ouro vale tanto?! Já parou para pensar nisso? Temos o aço, que é uma liga complexa e fundamental para a construção civil, transporte, etc. Temos o cobre, indispensável também para a eletrônica. O alumínio, que além de tudo precisa de energia elétrica para sua fabricação, e com o tratamento físico-químico apropriado (anodização) é muito mais resistente que o aço (já reparou como o suporte do assento do avião é de alumínio e é resistente?)… Temos até o diamante que precisa de milênios em altissima pressão para ser formado!!! Mas o ouro…? Só porque é um metal maleável e que brilha…é caro!? E nem é tão raro assim, vai!

E ainda por cima, você também pode pensar: “caramba… será que minha aliança veio do trabalho desses garimpeiros da Serra Pelada, onde existiram “escritórios” para contratação de matadores e os rios foram benzidos com mercúrio? Será que minha pulseira é a 4a re-fundição do ouro que o Mussum achou em “Os Trapalhões na Serra Pelada?”.

Bom, agora, se você é um jogador de futebol ou pagodeiro – e milagrosamente conseguiu ler este texto até aqui – posso imaginar sua cara agora, olhando pro seu colar, brincos, pulseiras…

Bom, assistam ao vídeo, curtam as fotos da galeria e espero que gostem do resultado!”