O É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários anunciou nesta quarta (23) a primeira relação de selecionados para sua 16a. edição, que se realiza entre 31 de março e 10 de abril, em São Paulo e Rio de Janeiro. Sete filmes inéditos participarão da competição de longas e médias-metragens. Nove curtas-metragens, sendo cinco inéditos, farão a disputa do formato. A organização informa que outros títulos nacionais inéditos, assim como a seleção internacional, serão anunciados nos próximos dias.

O documentário vencedor da disputa de longas e médias-metragens nacionais inéditos receberá o Troféu É Tudo Verdade, criado pelo artista plástico Carlito Carvalhosa, e o Prêmio CPFL Energia / É Tudo Verdade, no valor de R$ 100 mil. O vencedor na disputa de curtas brasileiros receberá o Troféu É Tudo Verdade e um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10 mil.

COMPETIÇÃO BRASILEIRA DE LONGAS E MÉDIAS

“Assim É, Se Lhe Parece”, de Carla Gallo (SP, 74 min). Um perfil do artista plástico Nelson Leirner, seu cotidiano, seu método de criação e suas crenças.

“Aterro do Flamengo”, de Alessandra Bergamaschi (RJ, 69 min). Uma câmera estática capta, em tempo real, uma cena urbana e as diversas reações dos transeuntes a um episódio inusitado.

“Carne, Osso”, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros (SP, 56 min). Um mergulho no mundo dos frigoríficos brasileiros, marcado por condições precárias, riscos e danos à saúde de seus trabalhadores.

“Família Braz II”, de Dorrit Harazim e Arthur Fontes (RJ, 82 min). Reencontrando personagens focalizados em outro documentário, há uma década, os diretores atualizam a visão da nova classe média brasileira, através do perfil de uma família moradora na Vila Brasilândia paulistana.

“Tancredo, A Travessia”, de Silvio Tendler (RJ, 90 min). A trajetória do político mineiro Tancredo Neves (1910-1985), desde sua ligação com Getúlio Vargas até o trágico episódio da doença que o impediu de assumir a Presidência do Brasil.

“Vale dos Esquecidos”, de Maria Raduan (SP, 72 min). A história da longa e sangrenta disputa pela terra no território antes ocupado pela fazenda Suiá-Missu (MT), que na década de 70 era considerada o maior latifúndio do Brasil.

“Vocacional, Uma Aventura Humana”, de Toni Venturi (SP, 80 min). Ex-aluno do Ginásio Vocacional de São Paulo, o diretor Toni Venturi recupera as memórias de uma experiência educacional arrojada na educação pública, destruída pela ditadura militar.

COMPETIÇÃO BRASILEIRA DE CURTAS-METRAGENS

“Braxília”, de Danyella Proença (DF, 17 min). Uma viagem por Brasília junto com o poeta Nicolas Behr.

“Coutinho Repórter”, de Rená Tardin (RJ, 25 min). Uma conversa com o cineasta Eduardo Coutinho sobre sua experiência na equipe do programa “Globo Repórter”, realizando documentários sociais em plena ditadura.

“Entre Vãos”, de Luísa Caetano (DF, 19 min). O cotidiano em Vão de Almas, comunidade de origem quilombola Kalunga, em Cavalcante (GO).

“O Filme Que Eu Fiz Para Não Esquecer”, de Renato Gaiarsa (SP, 3min30s). Flagrantes da memória de um romance.

“Hoje tem alegria”, de Fábio Meira (SP, 25min45s). Os pequenos circos do norte e nordeste, sua rotina, seus dilemas, longe dos grandes centros.

“Meia Hora Com Darcy”, de Roberto Berliner (RJ, 30 min). Em tempo real, a íntegra de um dos últimos depoimentos do antrópolo e político brasileiro, Darcy Ribeiro (1922-1997).

“Palavra Plástica”, de Leo Falcão (PE, 18min20s). Vinte artistas se reúnem para uma homenagem a Carlos Pena Filho, poeta morto prematuramente, há 50 anos.

“A Poeira e O Vento”, de Marcos Pimentel (MG, 18 min). O cotidiano de um pequeno vilarejo mineiro, nas imediações do Parque Estadual de Ibitipoca.

“São Silvestre”, de Lina Chamie (SP, 18 min). Um registro impressionista da edição 2010 da mais célebre prova de rua brasileira, a Corrida de São Silvestre, em São Paulo.

É Tudo Verdade – 16º Festival Internacional de Documentários
São Paulo e Rio de Janeiro – 31 de março a 10 de abril
www.etudoverdade.com.br

Fonte:http://cinema.uol.com.br