Primeiro Ministro Australiano pede investigação após agressão a jornalistas estrangeiros nos Estados Unidos
O primeiro ministro australiano Scott Morrison contatou a embaixada australiana nos Estados Unidos solicitando uma investigação depois que imagens ao vivo mostraram policias americanos agredindo jornalistas australianos do canal Channel 7 que cobriam os protestos em Washington D.C. Os protestos tiveram início há mais de uma semana após a morte de George Floyd, um cidadão negro, por um policial branco em Minneapolis.
No video transmitido ao vivo é possível ver a repórter Amelia Brace e o cameraman Tim Myers sendo atingidos por cacetes e escudos além de balas de borracha e gás lacrimogênio.
O primeiro ministro australiano conversava ao telefone com o presidente Donald Trump sobre a próxima reunião do G-7 no momento em que os protestos aconteciam e os jornalistas eram agredidos.
De acordo com fontes do governo, assim que soube dos ataques aos jornalistas australianos, o primeiro-ministro Scott Morrison entrou em contato com a embaixada australiana em Washington mostrando preocupação e para que solicitassem esclarecimentos  sobre o ocorrido.
Durante os protestos, a polícia dos EUA atacou pelo menos 100 jornalistas, de acordo com uma contagem do Nieman Journalism Lab. Muitos dos jornalistas estrangeiros parecem confusos sobre por que os policiais teriam como alvo os repórteres, algo que normalmente acontece apenas em países estritamente autoritários.
Trump disse aos governadores do estado em uma teleconferência na segunda-feira que outros países estavam rindo dos EUA por não serem duros o suficiente com os manifestantes, algo que claramente não é verdade se você a reportagens de TV internacionais.
Os jornalistas australianos que foram agredidos na segunda-feira agora relatam que não têm permissão para deixar seu hotel em Washington DC para cobrir os protestos. Brace disse à sua rede de notícias que os repórteres devem estar isentos do toque de recolher para que possam cobrir as manifestações no local “, mas hoje à noite não está claro para nós se isso mudou”.